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O Forró

O Forró
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Forró de verdade e compromisso com a cultura potiguar

Forró da Lua: Resgate Musical  em nome da tradição nordestina.

Forró, clima de fazenda e lua cheia. A receita já parece boa e fica ainda mais atrativa quando se inclui no tempero o amor pelas tradições nordestinas. Foi a partir desse sentimento que o engenheiro agrônomo, Marcos Lopes, pôs em prática o Forró da Lua, uma espécie de festa-tributo ao mais autêntico ritmo nordestino, que ocorre na fazendo Bom Fim, em São José do Mipibú, a 25km de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Com uma boa organização e atrações lendárias de Genival Lacerda a Dominguinhos, a festa foi ganhando fama na base do boca a boca e hoje é a mais importante programação de forró da região.

Tudo começou em 2002 quando Marcos Lopes realizou em sua fazenda a 1 Pega de Boi no Mato, campeonato inspirado numa atividade tradicional da pecuária nordestina, onde o vaqueiro adentra pela caatinga para pegar o boi que se embrenhou pela mata. Depois da competição, a noite acabou em forró.  Era noite de Lua Cheia. Foi a partir dessa festa e apelido de amigos, que Marcos Lopes começou a promover o forró uma vez por mês em sua fazenda.

O espaço onde ocorre o forró da Lua recebeu o nome de “O Relabucho” em homenagem a Elino Julião, que fez naquele local o seu último show. A fazenda onde ocorre o forró da Lua pertence a família de Marcos Lopes desde 1939.

Em pouco tempo de programação Fo forró já reunia grande em torno dos shows, e as pessoas corriam atrás de ingressos antecipados para garantir lugar. De início acontecia uma vez por mês, sempre aos sábados mais próximos da lua cheia. Mas a partir de 2012 essa freqüência sofreu alteração, acontecendo em apenas alguns meses dos ano.  Sempre se apresenta mais de uma atração por evento, entre trios de forró de pé-de-serra e atrações convidadas do RN e outros estados. Já passaram por lá grandes nomes do forró nordestino como: Marinês, Dominguinhos, Genival Lacerda, Waldonys, Elino Julião, Chiquinha Gonzaga (irmã de Gonzagão), Arlindo dos 8 baixos, Petrúcio Amorim, Santana “O cantador”, Chiquinha Acordeon, Luzinho e Zé Calixto, entre outros nomes do ritmo.

Mas o lugar não vive só de festa. Funciona realmente como fazenda durante todos seus dias pós-forró. E aí está a aparte de encanto que o lugar tem a oferecer para quem visita. “Aqui não é fazenda de faz-de-conta. A gente cria gado e ovelha, planta mandioca e milho. Eu conheci o forró nas fazendas. O que a gente faz é conservar as raízes dessa música”, disse Marcos Lopes em entrevista ao jornal Tribuna do Norte.

Para chegar na fazenda Bom Fim, basta seguir pela BR 101, entre Natal e São José do Mipibú. Faz o retorno no posto da Polícia Rodoviária Federal e dirige pela estrada que dá acesso à Lagoa do Bom Fim. A entrada do forró fica a 1,4Km da BR 101.

Durante o forró, os animais circulam pela área, na capoeira, e dão o clima autêntico ao lugar. O espaço onde o forró acontece é separado por uma cerca de varas no estilo antigo; por dentro, tem palco, cobertura de telha e palha, algumas paredes de taipa, bancos de cimento e os bares.

“O Forró da Lua não é apenas um lugar para dançar. Aqui também temos a preocupação em difundir a cultura”. Marcos Lopes.

Tenda do Neneu :84 3223-9992
Posto São Luiz II
Padaria Boca do Forno: 84 3211-4064
Posto Planalto: 3086-2734
Posto Rota Sul (BR 101, vizinho ao trevo que
da acesso a estrada para Monte Alegre).